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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Melhoria contínua conduz aperfeiçoamento às inovações


As organizações de hoje enfrentam um ambiente cada vez mais dinâmico e inovador, de modo que essa condição exige uma adaptação às novas práticas de trabalho. A competição e a evolução tornaram o conhecimento e o tempo importantes diferenciais competitivos para a empresa. O conhecimento das organizações é o seu ativo mais importante, ainda que não seja contabilizado nos sistemas de informação econômico-financeiros tradicionais.   

Nesta concepção, Motta (1999, p. 135) afirma que: “ Toda a empresa possui um grande estoque de conhecimentos, além de uma imensa capacidade de reciclá-los e de aplicá-los”. Motta (1999, p.139) prossegue: “O a prendizado contínuo e a reação adaptativa confiam nos relacionamentos interpessoais, no conhecimento e ações compartilhados e na colaboração mútua para produzir  e promover novidades”. Cabe a empresa acreditar e abrir espaço aos colaboradores,  incentivando a manifestarem a sua criatividade, correrem riscos e tolerarem erros e meios para que, em um aprendizado contínuo, possam ter a liberdade de exp lorar suas habilidades, não só para descobrir problemas, como também para solucioná-los.  

De acordo com este ponto de vista, Terra (2003, p. 23) relata que: A gestão do conhecimento se materializa a partir do reconhecimento da necessidade de parar e aprender, por meio de transformações na cultura org anizacional, de ações bem focadas em termos de gerenciamento da informação, e  de uma comunidade organizacional, que leve as pessoas aos processos de suporte à Gestão do Conhecimento.   

O aprendizado é algo que deve acontecer nas organizações que estão otivadas a persistir no mercado competitivo e globalizado. Desta forma, as rganizações são concebidas como sistemas vivos, qu e existem em um ambiente mplo do qual dependem em termos de satisfação das suas várias necessidades. om essa metáfora, surge o desafio que designa oportunidades a uma série de atividades a serem inovadas, que contribui para a capacitação de auto-organização, onde se encontra o apoio da ferramenta melhoria contínua.   

Robbins (2002, p. 441) reforça este pensamento ao a firmar que “A melhoria contínua se opõe a uma das mais históricas abordage ns norte-americanas da administração, que é ver o projeto de trabalho como  algo linear, com um começo e um fim. A busca da melhoria contínua gera uma corrida sem linha de chegada.” Neste contexto, sem linha de chegada, é entender que não tem fim.  

Conforme o ciclo (PDCA) Planejar – Executar – Verificar – Agir, se baseia no método de controle de processos. Neste sentido, a análise e medição dos processos são relevantes para a manutenção e melhor ia dos mesmos. A administração planeja uma mudança, a realiza, verif ica os resultados e, dependendo deles, age para padronizar a mudança ou reiniciar o  ciclo de novas informações. Esse ciclo trata todos os processos organizacionais como processos em constante estado de aperfeiçoamento. ACTION: atua nos processos em f unção dos resultados; PLAN: estabelece as metas, determina métodos para alcança r metas; DO: executa o trabalho; CHECK: verifica os efeitos dos trabalhos executados.   

A escala de atividades projetadas para obter uma elevação de nível tem a finalidade de alcançar a inovação. De fato, o termo  global, para uma contínua política organizacional, requer fatores que se elevam a uma escala de processos, onde todos participam (COTEC,1999).   
Pela disposição da figura 2, a melhoria contínua, f undamentada na filosofia japonesa Kaisen, expressa a busca permanente por melhoramento e está relacionada à capacidade de resolução de problemas por meio de pequenos passos, alta freqüência e ciclos curtos de mudança.   

Segundo Cotec (1999 p.135-141): A melhoria contínua  pode ser utilizada para obter melhoras em qualquer das dimensões de negócio s, contribuindo com fatores básicos que contribuem para que a organização possa  reduzir seus custos, tempo, podendo trabalhar com flexibilidade e maior segurança, e principalmente melhorando seu serviço.   

 
Fonte: Cotec (1999). Adaptado pelo autor.  
Figura 1 – Fatores que contribuem para melhoria contínua.  



a) Fatores que contribuem na melhoria contínua: 
  
Sustentável: a melhoria contínua necessita de tempo para se adaptar, para obter a garantia de resultados consistentes.   
Envolve toda a companhia: todos os colaboradores têm potencial criativo para encontrar problemas e solucioná-los. Isso requer tempo e paciência dos colaboradores até que se transforme em algo natural na organização.  

Processo: sua essência está no ciclo repetitivo da aprendizagem e definição do problema.   

Focalizado: o esforço criativo dos colaboradores e da organização deve estar centrado em um alvo certo para não se preocupar com melhorias aleatórias simplesmente.   

Incremental: as mudanças devem acontecer gradativam ente, acreditando que o desafio consente em perseverança, e transmitir segu rança em cada etapa alcançada, mesmo que o processo seja lento.   

Inovação: consiste em mudança contínua, eliminando o status quo, sendo possível aplicar em qualquer tipo de problema das o rganizações, para 
compreendê-lo continuamente (COTEC, 1999).   

A melhoria contínua possibilita a condução de um pr ocesso de aprendizagem e aperfeiçoamento das inovações, adquirindo o conheci mento necessário à construção do processo, sustentado pelas condições em transfor mar o produto com vantagem competitiva, eliminando os desperdícios, reduzindo os custos e o tempo, envolvendo harmoniosamente todos os colaboradores da organização.  


b) Vantagens e desvantagens na utilização das técnicas básicas da melhoria contínua:   

As organizações vêm adotando a melhoria contínua co mo fonte de enorme potencial de inovações dos processos, convertida na  visão da filosofia de administração voltada para a satisfação do cliente e, também, para a sobrevivência de seus próprios produtos.   

Pontos que podem se tornar negativos, quando se trata de uma competição que não tem fim, e que pode causar para algumas pessoas ansiedade e estresse, causados por um clima de trabalho, que não tem mais complacência com o status quo. Significa que os colaboradores da organização não  podem mais viver das glórias já alcançadas.   


A melhoria contínua é uma ferramenta específica, que percorre um longo caminho, que implica em consolidar gradualmente capacidades dentro da organização, a fim de encontrar e resolver problema s. Dentro deste contexto podem- se incluir algumas técnicas que ajudam o desenvolvimento de sucessivos aperfeiçoamentos, tais como: Ciclo de definição dos  problemas, Brainstorming, Diagramas problema/causa, Relatório de conclusão, R egistro de volume de produção, Unfolding da política.  

c) A figura 2 apresenta o ciclo de definição de problemas:  




Fonte: Cotec (1999). Adaptado pelo autor. 
Figura 2 – Ciclo de definição de problemas.  



Identificar: neste primeiro estágio, a organização reconhece qu e existe um problema.  
Definir: consiste em esclarecer onde está o problema.  
Explorar: quais são as causas que levaram ao surgimento do problema.  
Solucionar: estabelecer caminhos estratégicos para achar a solução do problema.  
Implantar: usar ferramentas de apoio, para iniciar o processo de resolução do problema.  
Revisar: uma monitoramento contínuo reforça a estrutura org anizacional, para evitar problemas, e auxiliar na solução dos mesmos (COTEC, 1999).   

d) Brainstorming: Consiste em uma atmosfera harmoniosa, com reuniões ganizadas em tempo não muito longo, em local informal, trabalha com grupos quenos, com um líder organizando a reunião da qua l participam com suas idéias,o permitindo nenhuma avaliação precipitada, compr eendendo a idéia de cadalaborador. Após todas as idéias apuradas eliminam -se aquelas que são duplicadas, selecionam-se as que trazem oportunidade de inovações (COTEC, 1999).   


e) Diagrama problema / causa: no primeiro momento a tarefa é descobrir onde está o problema, e após esta etapa faz-se um levantamento dos principais fatores que causaram o problema. De modo que o Brainstorming deve auxiliar para encontrar as causas possíveis do problema. Reveladas as causas, então elas devem ser agrupadas ao diagrama, onde será avaliada cada uma delas, e com esta seqüência de verificações, serão obtidos subsídios para identifi car se há necessidade de utilizar outras ferramentas para ajudar na solução do proble ma (COTEC, 1999).   

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i) Melhoria contínua representa mudanças de paradig mas: em muitas organizações já se nota grandes esforços, ações e p rogramas de melhoria contínua. Algumas empresas interpretam a melhoria contínua, s inônimo de Kaisen, no contexto de qualidade total. Kaisen é uma palavra japonesa, onde “Kai” significa mudar e “Zen” significa para melhora, tradução que expressa melho r o significado da filosofia é “melhoria contínua”, um importante conceito para a Logística, onde os problemas precisam ser analisados, discutidos e solucionados, pesquisa-se, também, onde eles realmente são gerados. Numa organização se diz que certos problemas ocorrem no “chão de fábrica”, é por isso que as resoluções dev em ser analisadas e resolvidas neste ambiente (GRAÇA, 2005).   


Contudo, a alavanca para melhoria contínua não se e ncontra apenas no nível operacional, mas, sim, na integração dos sistemas t écnicos e sociais da organização. Trata-se, portanto de um processo contínuo de aperf eiçoamento de competências, da qualificação da adequação do comportamento do indiv íduo e de sua funcionalidade, que definem a excelência do como fazer. Tal processo assume a complexidade do sistema de variáveis que vão além do comportamento individual, associado às ações presentes na organização como um todo.   

O desenvolvimento da melhoria contínua é alçado por  meio de um processo gradual de aprendizagem organizacional, resumido nas seguintes etapas (ATTADIA; MARTINS, 2002):  
- entender os conceitos de melhoria contínua, artic ulando seus valores básicos;  
- desenvolver o “hábito” da melhoria contínua por me io do envolvimento das pessoas e da utilização de ferramentas e técnicas a dequadas;  
- criar um foco para a melhoria contínua pela sua li gação com os objetivos estratégicos da empresa;  
- aprender direta e indiretamente a criar procedimentos que sustentem a melhoria contínua;  
- alinhar a melhoria contínua por meio da criação de  uma relação consistente entre os valores e procedimentos com o contexto organizacional;  
- programar ações voltadas para a resolução de prob lemas;  
- gerenciar estrategicamente a melhoria contínua pr omovendo seu aprimoramento; 
- desenvolver a capacidade de aprendizado de como fazer a melhoria contínua em todos os níveis e funções da empresa.   

Mesmo em um ambiente de produtos com ciclo de vida curto e gestão de custos concentrada no projeto do produto, uma empresa ainda pode realizar economias significativas, se tomar medidas para aumentar a eficácia de seu processo de produção, ou seja, administrar os custos com eficácia durante todo o ciclo vida.   

As empresas devem analisar a conveniência de utilizar técnicas de gestão de melhoria do produto durante todo o ciclo de vida de seus produtos. 

Um aspecto fundamental, que as empresas precisam levar em conta é a duração da fase de fabricação. Quanto mais longa for essa f ase, menores serão as oportunidades de redução de custo.    



Referência -------------------------------------------
Texto extraído de:  Melhoria contínua como ferramenta para o aumento da  competitividade organizacional: um estudo de caso no setor metal metalúrgico de Rosaly Machado e Antonio Carlos de Francisco, XII SIMPEP – Bauru, SP, Brasil, 7 a 9 de Novembro de 2005.  Disponibilizado juntamente com material do curso de pós-graduação em Engenharia da Qualidade Integrada, pelo Instituto Anhanguera.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ciclo PDCA - Plan, Do, CHeck e Act

O Ciclo PDCA é também conhecido por Ciclo de Shewhart (Walter Andrew Shewhart), que foi quem o idealizou na década de 1930. É uma ferramenta de qualidade que facilita a tomada de decisões visando garantir o alcance das metas.

A sigla PDCA é formada pelas iniciais em inglês Plan, Do, Check e Act, que significa Planeje, Execute, Verifique, Reaja.

O PDCA se aplica também a processos de rotina, onde já existem procedimentos operacionais padronizados. Nesses casos, ele é também chamado de SDCA, o S sendo referente a “Standard” (Padrão). É um PDCA de manutenção, de garantia de qualidade. Porém, pela sua metodologia, com freqüência ele gera também melhorias nesses procedimentos – novamente a melhoria contínua. 

A manutenção e a melhoria continua da capacidade do processo pode ser alcançada através da aplicação do conceito PDCA em todos os níveis dentro da organização. Isto aplica para autonivelar igualmente processos estratégicos, como planejamento do sistema de gestão da qualidade, ou análise crítica pela direção, e para atividades operacionais simples levadas a cabo como uma parte de processos de realização do produto. (Vaz, Sandra 2009).




Ilustração 1: Ciclo PDCA
 Fonte: Bartie, 2007

De acordo com a autora (Vaz, Sandra 2009), descreve os passos para realizar a implementação do ciclo PDCA: 

1. Plan – Planeje: Defina objetivos. Tendo um problema ou uma meta conhecida, estude, analise, decida o que fazer, e elabore um plano de ação, ou seja, após definidas as metas, deve-se buscar os meios e os procedimentos para alcançá-las.

2. Do – Execute: É a fase de implantação do planejamento conforme o planejado. Total ou parcialmente.
Esta fase pode ser dividida em três etapas básicas: Educação e treinamento / Execução / Coleta de dados.
Na educação e treinamento devem-se preparar as pessoas envolvidas no processo para execução da tarefa. Educação = capacita a pessoa quanto aos conceitos e objetivos da ação. Treinamento = capacita à pessoa quanto às habilidades exigidas na ação.
Na execução deve se executar a tarefa, conforme padrão definido no planejamento.
Na coleta de dados devem-se registrar os dados da ação para controle do processo.

3. Check – Verifique: Esta é uma etapa puramente gerencial, confrontar os resultados reais com os resultados esperados. Nesta fase de checar, deve-se comparar o resultado obtido com a meta definida do planejamento.

4. Act – Reaja: Aja onde necessário. Faça ajustes onde preciso. Assegure o bom resultado e recomece o ciclo. É hora de agir, agir corretivamente, agir preventivamente e/ ou agir para melhorar.


Referências:
BARTIE, Alexandre, Garantia da Qualidade de Software.  Editora: Altabooks, 2007

VAZ, Sandra. PDCA  Administradores.com.br, 2009. disponível em <http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/pdca/27771/> acesso em 20 de março de 2010.






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Conceito - Erro, Defeito e Falha.

Ilustração 1: Erro, Defeito e Falha.
Fonte: Caetano, 2009

Para ter um bom entendimento dos conceitos e características do processo de qualidade, é necessário entender o significado de três palavras: Erro, Defeito, Falha.

O ser humano está sujeito a cometer um erro (engano), que produz um defeito (dano, bug), no código, em um software ou sistema ou em um documento. Se um defeito no código for executado, o sistema falhará ao tentar fazer o que deveria (ou, em algumas vezes, o que não deveria), causando uma falha. Defeitos no software, sistemas ou documentos resultam em falhas, mas nem todos os defeitos causam falhas. (Müller, Thomas – 2007 p.10).

Segundo a terminologia padrão para Engenharia de Software do IEEE Institute of Electrical and Electronics Engineers – (IEEE Standard Glossary of Software Engineering Terminology , 1990):

Erro: engano, alguma coisa feita por humanos. Como por exemplo, um desenvolvedor que não teve o correto entendimento do problema ao verificar os requisitos de uma aplicação;

Defeito: o resultado de um erro. O desenvolvedor criou uma aplicação com base nos requisitos de software, mas de forma diferente do que fora especificando no documento;

Falha: diferença indesejável entre o observado e o esperado, software diferente do que é esperado pelo usuário. (Defeito encontrado). O usuário ao executar a aplicação, percebeu que os resultados esperados não batem com os resultados retornados.



Falhas também podem ser causadas por condições do ambiente tais como: radiação, magnetismo, campos eletrônicos e poluição, que podem causar danos em software embarcado (firmware) ou influenciar a execução do software pela mudança das características de hardware a realização de testes durante o processo de software pode garantir o bom funcionamento do processo